Aspargos de Rommel
Aspargos de Rommel
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Em Aspargos, de Rommel, a história de vida está no centro do teatro; a história é contada ou cantada por personagens mais reais do que a própria vida.<div> O desejo de mergulhar nas raízes de nossas culturas, de manter viva a memória. A missão do teatro como lugar de testemunho é, assim, ainda mais reforçada.</div><div><br></div><div> O homem, com o boné na cabeça, terminou de secar a louça, cantarolando baixinho. A mulher entrou, vestindo uma blusa azul, com um pacote na mão. Dentro havia ovos, maçãs... "Levem isso para casa." O homem abriu uma garrafa de sidra enquanto sua esposa se sentava à mesa. Louis e Yvette, agricultores da Normandia, tinham sobrevivido à guerra que os separara.</div><div><br></div><div> Louis passou cinco anos como prisioneiro em um "Stalag" em Berlim, onde aprendeu a obedecer. Para "escapar", cantava enquanto lavava roupa. Durante esse tempo, sua esposa, sozinha com o filho pequeno, cuidou da fazenda e encontrou maneiras de sustentar a família. Quando o marido voltou, ela manteve o poder que havia conquistado durante os anos de ausência dele. Quanto a Louis, ele continua cantando nos campos para suas vacas.</div><div><br></div><div> Durante uma hora, eles narram e cantam sobre a sua guerra, da mobilização à libertação. As anedotas, as canções da época, os medos, as alegrias... O poder da evocação dá vida ao passado, confere-lhe substância e mergulha-nos num período decisivo do nosso século.</div><div><br></div><div><br></div><div> Com este espetáculo, envolvemos e reunimos um público que abrange várias gerações. Ele evoca algo em cada pessoa, desperta curiosidade e lembra aos mais velhos um certo estilo "zazou"... Já para os adolescentes, o que poderia ser mais concreto do que uma história de vida para ilustrar um período estudado em sala de aula?</div>
